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Cinco anos a monitorizar a bacia — o que aprendemos

Os números surpreenderam-nos. E confirmaram coisas que já suspeitávamos.

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Cinco anos de dados

Em fevereiro de 2020, lançámos o primeiro protocolo de monitorização da qualidade da água em seis pontos da bacia do Mondego. Hoje, cinco anos depois, temos 1.847 amostras, 23 voluntários treinados, e uma história que vale a pena contar.

O que os dados dizem

O que nos surpreendeu

A concentração de nitratos no troço a jusante de Coimbra baixou 18% entre 2021 e 2024 — uma descida que não conseguimos explicar apenas com variações de precipitação. A nossa hipótese é que houve mudanças nas práticas agrícolas em duas quintas parceiras que aderiram ao programa agro-ambiental em 2021.

O que confirmou as suspeitas

O troço entre a barragem de Aguieira e Penacova continua a mostrar sinais preocupantes de eutrofização no verão. Os valores de clorofila-a ultrapassam os limites recomendados em 7 dos 10 verões monitorizados.

O que ainda não sabemos

A correlação entre os picos de turbidez e os eventos de incêndio florestal a montante precisa de mais anos de dados para ser conclusiva.

Próximos passos

Este relatório vai ser submetido à Agência Portuguesa do Ambiente como contributo para a revisão do Plano de Gestão da Região Hidrográfica do Tejo e Ribeiras do Oeste. Se quiseres aceder ao conjunto de dados completo, está disponível sob licença aberta no nosso repositório.